Vingadores: Ultimato e o Brasil de Pernas Para o Ar

Vingadores: Ultimato e o Brasil de Pernas Para o Ar

“Ministro Osmar Terra assina cota para filmes nacionais após polêmica com ‘Vingadores’. A regra obriga cinemas brasileiros a exibirem um percentual de filmes nacionais todo ano.”

A decisão vem no calor da controvérsia envolvendo a estreia de “Vingadores: Ultimato”, que ocupou mais de 80% das salas em sua estreia, no fim do mês passado.

Uma pergunta a quem lê isso: você ama o cinema nacional? Tem paixão pela maioria dos filmes que aqui são produzidos? Acha que a qualidade é total? Alguém aqui no Brasil já conseguiu criar um universo tão vasto e interessante como o da Marvel? Além de Cidade de Deus, Tropa de Elite mais meia dúzia de produções, qual outro filme nacional ganhou a mente e o coração do povo?

É esse tipo de coisa que mantém nosso país no buraco. Em vez de os produtores nacionais aumentarem o nível de suas obras e cativarem o público, galgando degraus após degraus com boas produções, exigem que o estado determine o que as pessoas devam ou não assistir.

É parecido com as leis que injetam dinheiro público em programas e movimentos culturais que ninguém — a não ser uns metidos a intelectuais de sandália de couro e bolsa de croché — dá a mínima.

Por isso eu critico tanto em quem acha que o Estado deve resolver tudo. Quem abre a boca para falar: “Ah, tem que regular mesmo”. Vá regular o brioche da sua avó! Não precisamos de mais burocracias atrapalhando nosso progresso.

Não precisamos do Estado se metendo mais na nossa vida e dando o último empurrão naquilo que está até o pescoço de lama. Chega de terceirizar a responsabilidade a quem nos mata aos poucos.

O que uma Ingrid Guimarães da vida deveria fazer era melhorar seus lançamentos, apostar em antecipação, em um bom marketing. O que ela e outros artistas e produtores despeitados não entendem é que existe demanda.

Tirando o fato que grandes produtoras americanas tem mais grana para investir em estreias gigantescas, é a demanda que manda. Cinemas tendem a colocar em quantidade maior de salas o filme em que a demanda é maior. Se o mesmo fosse feito com o filme dela, na certa as salas ficariam vazias.

Foi um erro de marketing deixar para lançar na mesma semana dos Vingadores. E é um problema de mentalidade querer obrigar as pessoas a assistirem a algo que não querem. Esse tipo de “problema” só pode ser resolvido com um bom produto e um bom marketing.

Situações como essa provam: nossos protagonistas revezam entre ingênuos, ignorantes e mal-intencionados. Junte egos inflados com uma boa visão de ideologia, o resultado é esse aí.

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