Imagine poder reduzir o orçamento de marketing, fazer o triplo de venda e conseguir mensurar cada centavo gasto…

Acha esse resultado impossível?

Todo departamento de marketing vive com esses 3 desafios: investir  menos, vender mais e saber exatamente de onde veio o cliente.

E se você soubesse de uma estratégia de marketing que torna isso muito preciso?

Ela existe e se chama marketing de conteúdo.

Uma estratégia que tem um custo 62% mais barato que o marketing convencional e pode gerar 3 vezes mais leads para o seu negócio.

Por ser executada no ambiente digital, também permite monitorar a rota de compra dos clientes.

Mas um detalhe…

O marketing de conteúdo não é uma campanha de venda. É algo muito mais eficiente.

Ele não permite que o consumidor se sinta pressionado a comprar de você. A estratégia ocorre de forma educativa.

No processo, o consumidor sente que está aprendendo algo que vai ajudá-lo a fazer a melhor escolha, ou a resolver um problema específico.

Se você deseja ir mais a fundo nesse universo, leve esta leitura adiante.

Este artigo tem tudo o que você precisa saber agora sobre o assunto. A seguir você vai aprender:

  • O que é marketing de conteúdo;
  • Quais são os benefícios do marketing de conteúdo;
  • Breve comparativo entre o marketing de conteúdo e a propaganda clássica;
  • Como o marketing de conteúdo participa do processo de venda;
  • Os primeiros passos para criar um plano de conteúdo;
  • Erros a serem evitados no marketing de conteúdo.

O que é marketing de conteúdo?

Primeiramente, é preciso entender o que é marketing para depois compreender o que é marketing de conteúdo.

O marketing, segundo Philip Kotler, é uma atividade que visa satisfazer necessidades do consumidor. Ela está pautada em um processo de troca com o público-alvo.

A empresa desenvolve uma solução, mas para obtê-la, o consumidor deve oferecer algo de valor em troca.

Essa troca não significa necessariamente dinheiro, mas pode representar algo que a empresa considera relevante receber do consumidor, como tempo e atenção.

Criação de conteúdo, no contexto de negócios, significa produção e disseminação de infrmação útil.

Essa informação pode ser entregue em diversos formatos, como  e-books, artigos, vídeos. A disseminação desses formatos pode ser feita em em plataformas digitais, como Blog, Youtube, Facebook, etc.

Marketing de conteúdo é a junção de ambos processos.

Também é uma atividade voltada a satisfazer necessidades e desejos cognitivos e emocionais de consumidores.

Ele produz informação capaz de fazer a diferença não apenas no momento exato da venda, mas em diferentes fases na jornada do consumidor.

A empresa acaba ganhando a atenção, a confiança e o relacionamento com ele.

Mas atenção!

Essa troca deve ser justa. Sua comunicação deve proporcionar um benefício maior que o custo de tempo e energia envolvido.

As pessoas não podem sentir que estão perdendo parte do tempo delas.

Enquanto ouvem a marca, precisam sentir que estão recebendo algo recompensador.

Para isso, esteja onde seu consumidor está e converse com ele. Fale sobre o que ele deseja aprender, seja antes, durante ou após uma compra.

Saiba ajudá-lo, por fim, a tomar a melhor decisão, e não persuadi-lo de que seu produto é o mais “estrela no mercado.”

Tudo isso, sem ter pressa para anunciar o seu mix de produtos ou serviços. Aliás, o conteúdo dispensa essa apresentação.

Enquanto o consumidor absorve a informação passada, ele se esbarra com seus diferenciais competitivos, é educado sobre a solução e elimina objeções. Em alguns casos, o consumidor passa a conhecer seus produtos ou serviços de forma natural, sem uma apresentação direta.

Quais são os benefícios do marketing de conteúdo?

Na prática, o poder do conteúdo funciona assim…

  • Sua empresa se comunica de maneira educativa.
  • Seu seguidor para, escuta e recebe a mensagem.
  • Com o passar do tempo, ele começa a entrar em contato e fazer perguntas pertinentes.
  • A sua comunicação com o consumidor se aperfeiçoa a medida que o conteúdo se torna mais constante.
  • Gradativamente, o consumidor confia mais em você, abre o coração e revela as próprias dores. No processo, você conhece mais a fundo os desafios dele e pode trabalhar para ajudá-lo.

A vantagem dessa conexão é que ela torna seu relacionamento com o consumidor em uma fonte segura de dados.

Os desejos e as necessidades que são descortinados podem servir para pautar pesquisas de mercado e o desenvolvimento de novos produtos que resolvam esses problemas.

Influencia o consumidor  e torna a venda mais fácil

Reflita sobre qual dos processos abaixo traz um resultado mais rápido:

  1. Transformar desconhecidos em clientes pagantes;
  2. Vender para pessoas que conhecem sua marca, a ouvem e acreditam nos ideais que ela defende.

Evidentemente, no segundo caso, a venda ocorre em um processo menos lento, porém, de modo mais eficiente.

Você economiza esforços ao vender para quem está familiarizado com sua marca. O público mais íntimo tende a confiar mais nos produtos que você vende.

Por isso é importante saber influenciar o comportamento e a opinião dos consumidores.

Mas, sua marca só pode influenciar quem para para ouvi-la.

As pessoas só te ouvem, quando você tem uma mensagem relevante e original a passar.

E produzir conteúdo na internet lhe confere esse poder.

Aliás, se você quiser saber como influenciar seu consumidor de modo eficiente, este artigo sobre neuromarketing pode ajudar.

Atrai contatos e gera oportunidades

O marketing de conteúdo ajuda você a angariar contatos qualificados.

Como ele está baseado em um processo de troca, você pode ofertar conteúdos relevantes e solicitar dados estratégicos das pessoas, como telefone e-mail.

Se você vai lançar um novo software de gestão no mercado, por exemplo, mas não tem empresas interessadas, o marketing de conteúdo antecipa sua venda.

Através de um blog e uma página de newsletter, você coleta cadastros, que futuramente, vão servir para seus processos de prospecção.

É possível captar cadastros de pessoas que tenham o perfil do consumidor ideal. Desa forma, é possível produzir conteúdo otimizado para os mecanismos de busca.

Esse processo constitui basear sua produção nos principais termos pesquisados pelo seu público-alvo na internet. E o Google dá seu conteúdo como resultado.

Gera tráfego e melhora a taxa de conversão

O tráfego é o volume de visitas em um site.

Já a taxa de conversão, é a quantidade de visitas dividida pelo número de cadastros ou vendas, dentro de um período determinado.

A métrica é bastante utilizada em campanhas de marketing para medir a qualidade dos resultados.

Uma maneira eficiente de melhorar a taxa de conversão do seu site ou loja virtual é manter um blog com conteúdo direcionado, porque atrai mais visitas.

Logicamente, para se vender mais, é necessário prospectar mais pessoas. E um blog pode aumentar o tráfego de um site em mais de 50%, dependendo do caso.

Suponha que você tenha um e-commerce e precisa ficar conhecido. A taxa de conversão é de 1,5% para lojas virtuais. O número de visitas mensais, em média, é 10.000.

Um blog pode posicionar seu site na primeira página do Google e aumentar a chance de receber mais tráfego qualificado.

Depois, você pode transformar essas visitas em clientes pagantes. Para isso, basta linkar os produtos da loja com pontos estratégicos presentes na estrutura dos artigos.

Proporciona visibilidade a produtos, marcas e empresas

O marketing de conteúdo também ajuda sua marca a ser encontrada na internet, mesmo quando o consumidor ainda não a conhece.

87% das pessoas que compram online, não fazem a compra sem antes pesquisar sobre o produto e terem certeza de que essa é a melhor escolha. (Fonte).

Nesse contexto, a produção de conteúdo entra como uma estratégia eficaz, por que seu objetivo é sanar todas as dúvidas possíveis do seu consumidor em relação ao seu produto.

O conteúdo faz com que sua empresa seja encontrada no momento da pesquisa e responda a dor mais decisiva do seu cliente potencial.

Por exemplo, uma pessoa quer saber se compensa contratar um coach e pesquisa sobre isso na internet.

Se você é esse profissional, publique  um artigo no blog, contando 5 vantagens de contratar um serviço como o  seu. Essa pessoa pode encontrar seu conteúdo, imaginar o resultado do serviço e ficar persuadida.

Aumenta a percepção de autoridade e o sentimento de confiança em serviços

marketing de conteúdo é uma estratégia indispensável para prestadores de serviço.

Serviços são bens intangíveis.  Sua qualidade depende do grau de conhecimento e habilidade de quem  vai executá-lo.

O conteúdo mostra para seu cliente que você entende do assunto, que por isso, ele pode confiar em você. E é baseado nessa confiança que um consultores, contadores, advogados e freelancers fecham mais contratos.

Afinal de contas, o cliente nunca vai contratar alguém que ele perceba ser intelectualmente despreparado.

O marketing de conteúdo posiciona sua marca como autoridade na mente dos consumidores.

O ato de produzir conteúdo regularmente faz com que as pessoas olhem para você e te vejam como uma referência ou um especialista em sua área de atuação.

Qual a vantagem do marketing de conteúdo em relação à propaganda?

O marketing de conteúdo participa de todos os estágios na jornada do consumidor.

A propaganda não faz isso, até porque não é pensada para percorrer esse processo todo. Talvez seja essa a diferença mais considerável entre os dois modelos de comunicação hoje.

A propaganda, seja online ou televisiva, é temporal. Dura apenas alguns minutos (ou segundos). Seu objetivo é exibir um produto e fazer o consumidor desejá-lo, naquele momento. Apenas isso.

O marketing de conteúdo conversa com a persona antes, durante e após a compra. Ele chama a atenção do lead e traz à tona uma necessidade dele.

No primeiro instante, gera o desejo pela mudança. Em seguida, pega o consumidor pela mão, discorre sobre a dor dele e lhe aponta uma saída.

O marketing de conteúdo mantém o desejo aquecido, a propaganda, apenas ascende.

Existe um intervalo entre o anúncio e a decisão de compra. Conforme esse tempo, o desejo pode esfriar (ou diminuir a intensidade) e o consumidor voltar atrás.

ser humano é emocionalmente instável. Hoje, quer, amanhã, não.

No entanto, o marketing de conteúdo mantém esse desejo aquecido, por meio da frequência de conteúdo.

Toda semana, um conteúdo novo é publicado em um canal. Essa frequência atrai novamente o lead e agita a dor dele. Mais uma vez, faz lembra-lo da própria necessidade, tornando mais urgente o desejo pela mudança.

Marketing de conteúdo ajuda a pensar, a propaganda, nem tanto.

A compra ocorre através de um processo.

Primeiro o consumidor deseja, depois pesquisa.

E, quanto mais próximo da decisão, mais racional ele fica.

Nesse momento, o emocional interfere menos. A propaganda não persuade de forma intensa, porque não percorre a jornada e nem conversa com o Target.

No entanto, o marketing de conteúdo percorre todas as etapas.

Ele disponibiliza informações relevantes para que o lead saiba raciocinar e tomar a melhor decisão.

No fim, o conteúdo ajuda o consumidor a imaginar as possibilidades de resultados para cada opção disponível diante dele.

O marketing de conteúdo foca no  que o consumidor quer saber, a propaganda, no que ela quer vender

A propaganda não se preocupa em dialogar com as dúvidas do Target dela. O objetivo maior de um comercial é apresentar e descrever características e benefícios de produtos.

Há uma forte linguagem de venda, pautada em urgência, escassez e giro de estoque.

O marketing de conteúdo estuda as necessidades cognitivas dos consumidores em relação aos produtos e busca supri-las.

Ele pergunta e responde o que o consumidor quer saber antes de comprar um serviço.

Somente, depois, a oferta é feita, da maneira certa, no momento certo, para a pessoa certa.

Qual o trajeto do marketing de conteúdo na jornada de compra?

Se você leu esse artigo até aqui, já está com uma boa noção sobre o que é marketing de conteúdo. Também conheceu um pouco dos resultados que essa estratégia pode gerar em seu negócio.

Agora você precisa entender porque o marketing de conteúdo torna seu processo de venda mais eficiente.

Antes do consumidor decidir onde e quando vai comprar, ele passa por algumas etapas:

1 – Primeiro descobre que tem uma necessidade e passa a desejar a mudança de quadro.

2 – Em seguida, pesquisa por ofertas alternativas.

3 – Por fim, depois de comparar uma com a outra, escolhe a empresa com a solução mais  ideal.

 Esse processo chamamos de jornada de compra do consumidor.

Ela começa na descoberta, passa pela consideração e termina na decisão.

Conhecer cada etapa e é o primeiro passo para entender como o marketing de conteúdo participa desse processo. A seguir você compreende isso de forma didática.

Descoberta (o despertar da necessidade)

Suponha que você tenha uma consultoria empresarial. Você tem um blog e publica um artigo sobre o plano de negócio.

Carlos, que vai montar uma pizzaria, encontra esse material, fica curioso e decide lê-lo.

Antes desse contato, para o empreendedor, abrir empresa consistia em alugar ponto e fabricar o próprio produto.

Depois daquele artigo, ficou persuadido de que precisa de fazer um plano de negócio. Porque, segundo o que constava no conteúdo, metade das empresas fracassam, por falta de um planejamento.

Carlos quer aprender mais sobre esse assunto. Ele não quer ver seu negócio ir por água abaixo. Navega no blog a procura de mais artigos para ler.

À medida que as leituras ocorrem, mais consciente fica da situação dele.

Consideração (a busca pela solução perfeita)

Carlos não sabe escrever um plano de negócio e reconhece que precisa de ajuda.

Então resolve entrar na internet e pesquisar por empresas que prestam esse serviço. Ele vasculha cada site e avalia qual consultoria lhe seria mais competente.

Carlos lembra do primeiro artigo que leu sobre plano de negócio. Então decidiu buscar mais informações sobre a empresa por trás desse blog.

Para ele, a consultoria pode ajudá-lo, já que possui dezenas de artigos sobre o assunto no site dela.

Decisão (a compra ocorre)

A partir desse momento, o empreendedor pensa que deve contratar a sua consultoria de negócios. Até aqui ele conheceu algumas alternativas.

Mas ao traçar um comparativo, não ficou totalmente satisfeito com o perfil de cada uma. Por isso marcou uma reunião e assinou o contrato.

Mesmo que Carlos não tome a decisão no mesmo instante, ele pode desejar saber um pouco mais.

À medida que for mais a fundo no seu conteúdo, e diferentes plataformas, ficará mais convencido dos benefícios que seu serviço proporciona. Nessa perspectiva, a venda ocorre num prazo maior.

Uma estratégia de conteúdo não termina no fundo de um funil

Mas a frequência de conteúdo não vai até o momento do consumidor comprar seu produto ou serviço. Ela também permanece logo em seguida, na estratégia de pós-venda.

Você pode enviar um e-mail para o cliente perguntando se seu serviço foi capaz de satisfazer sua necessidade, ou se ele tem alguma dúvida específica.

Suponha que você tenha uma empresa de software. Seu mais novo cliente ainda não domina a ferramenta. Você pode enviar um tutorial mostrando as funcionalidades de cada botão.

Ou, se achar mais assertivo, pode entrar em contato e conversar diretamente com ele.

Mais uma vez, o conteúdo entra em ação, aproximando sua empresa de forma mais intensa do seu consumidor. No processo, você pode conhecer a fundo as necessidades de seu cliente.

Os dados obtidos vão servir para consolidar o relacionamento e a comunicação com clientes de mesmo perfil.

Quais são os primeiros passos para criar um plano de conteúdo para meu negócio?

Agora você entendeu o que é marketing de conteúdo. Sabe que é levar informação de valor para seu consumidor e ser capaz de transformar a vida dele, de alguma maneira.

Talvez está se perguntando agora:

Mas afinal, quais são os passos necessários para implantar o marketing de conteúdo em meu negócio?.

Basicamente, a produção de conteúdo constitui um planejamento estratégico que percorre as seguintes etapas:

  • Objetivos;
  • Pesquisa de público-alvo;
  • Plano de conteúdo;
  • Calendário editorial;
  • Canais online.

1 – Definir objetivos

 Defina os objetivos que almeja alcançar por meio do marketing de conteúdo. Sua empresa precisa saber claramente para onde quer ir e porque está na internet.

Se você não definir objetivos, pode produzir conteúdo aleatoriamente e gerar resultados incompletos.

A definição de objetivos deve ser acompanhada de especificidade, prazo e documentação. A equipe interna (ou a agência de marketing) deve saber exatamente o que a empresa deseja alcançar, através do conteúdo, e dentro de quanto tempo.

Isso evita retrabalhos e insatisfações.

Quanto à documentação da estratégia, permite comparar o desempenha do conteúdo com os objetivos registrados na planilha, verificando se o projeto está ocorrendo como foi previsto.

Serve, também, para otimizar a linha de comunicação dentro da equipe, caso surja novos componentes. Veja alguns dos objetivos que você pode adotar:

  • Aumentar a visibilidade de uma marca e alavancar o SEO de um site;
  • Gerar e aumentar a interação do consumidor com a marca;
  • Gerar novos leads e nutrir a base de contatos atuais;
  • Aumentar a confiança em produtos ou serviços e tornar a marca memorável;
  • Reduzir o custo de aquisição de clientes;
  • Diminuir os gastos com publicidade no Google e Facebook;
  • Complementar o serviço de o pós-venda e melhorar a experiência de compra do cliente.

2 – Pesquisar o público-alvo

Em seguida, conheça o consumidor com quem você vai conversar. Identifique, dentro do seu público-alvo, um perfil de cliente que represente  aquele modelo de comprador ideal para seu negócio, na sua opinião.

Identifique o melhor tipo de cliente para cada produto que tiver.  

Esse processo é conhecido como a criação de persona. Literalmente, consiste em  criar um personagem (mas que tenha as mesmas características de comportamento das pessoas que compram de você).

É esse cliente sem fictício que sua empresa deve alcançar na internet. Levante dados sobre esse personagem: idade, profissão, renda mensal, sexo, redes sociais que usa, dificuldades relacionadas aos seus produtos ou serviços.

3 – Planejar sua produção de conteúdo

Agora você precisa definir o tipo de conteúdo que vai produzir para a persona que criou. Nessa etapa, você deve definir uma série de ações como:

Encontrar temas

Defina sobre quais assuntos sua empresa precisa falar nos canais que ela mantém uma presença online. Você pode ser abrangente, para não tornar a produção muito linear.

Mas evite diversificar excessivamente, para não abordar temas que fujam da imagem de marca que você quer construir.

Caso falte inspiração, faça um benchmarking digital: visite blogs e redes sociais de concorrentes e pesquise seus principais temas por lá.

Ou utilize o planejador de palavra-chave do Google, para descobrir os termos de pesquisa relacionados ao seus produtos ou serviços.

Outra opção, ainda mais eficaz, é entrevistar seus consumidores e perguntar sobre as dúvidas que possuem quanto a um produto ou serviço. Ou aproveite os  processos de atendimento para observar o que seus clientes estão querendo saber e receba insights.

Escolher os formatos de conteúdo

Em seguida, defina os principais formatos onde vai produzir seu conteúdo, baseado na pesquisa de temas-chave. Basicamente, esse processo envolve identificar a maneira mais eficiente de sua mensagem encontrar a sua audiência.

Para descobrir os formatos mais eficazes, comece considerando o perfil do seu consumidor. Existem pessoas que preferem assistir um vídeo no Youtube a ler um artigo no blog.

Pesquise sobre o impacto que cada formato tem no comportamento dos leads.

Outro fator decisivo na escolha do formato é o objetivo de marketing.

Por exemplo, se pretende gerar mais leads, um e-book pode produzir esse resultado, porque, para recebê-lo, o consumidor precisa oferecer dados pessoais  em troca. Sobre os principais formatos, temos:

  • Webinar;
  • E-book;
  • Infográfico;
  • E-mail marketing;
  • Post em redes sociais;
  • Vídeos;
  • Curso online;
  • Artigos;
  • Estudos de caso.

Determinar tom de voz

Analise e defina o tom de voz que seu conteúdo precisa ter para atrair as pessoas que fazem parte do seu público-alvo.

Escolher um tom de voz, de forma resumida, significa definir uma política para a escolha de frases e palavras a serem adotadas em sua comunicação.

Esse processo segue seus objetivos de marca.

Se você tem uma empresa de consultoria, e deseja passar uma imagem profissionalizante, uma linguagem menos informal, seria o adequado. Agências de publicidade, geralmente, utilizam termos mais descontraídos, para exibir criatividade.

Independentemente de sua escolha, se o tom vai ser mais conservador, menos formal, a linguagem precisa ser didática.

Os termos devem ser claros e fazer parte do dia a dia do público-alvo. Produzir conteúdo significa educar o lead no processo de compra, e por isso, a linguagem deve ser adequada, lembre-se.

4 – Montar calendário editorial

A próxima etapa é montar seu calendário editorial. Ele é um documento que vai orientar você quanto a distribuição de  todo seu conteúdo produzido.

Sem um bom cronograma, sua empresa pode se perder em um mar de objetivos e postar um conteúdo certo no momento errado.

Montar um calendário editorial não é uma tarefa fácil. Mas organizamos os principais aspectos que não podem faltar em um cronograma de publicação. Confira:

Controle de qualidade

A publicação de um conteúdo passa primeiro pela revisão. Antes de incluir esse material no cronograma, verifique se ele foi produzido de acordo com o padrão de qualidade e os objetivos da marca.

Frequência e quantidade

O calendário editorial determina como deve ser a frequência de conteúdo em cada canal. Também define se haverá mais de uma publicação em um mesmo dia. Portanto, marque o dia, a hora em que seu conteúdo deve ser postado, e se haverá mais de uma publicação para essa data.

Priorização de conteúdo

O documento também aponta quais conteúdos devem ser publicados primeiro. Por isso, defina uma sequência de temas para cada plataforma. Organize a publicação dos materiais de acordo com cada etapa do funil de vendas. Ele determina o momento certo para ofertar conteúdos mais explicativos, menores, mais densos…

Canais

O documento também descreve as plataformas onde o conteúdo deve ser publicado. Portanto, identifique a plataforma mais interativa para cada formato e tipo de conteúdo. Isso você aprende agora…

5 – Definir canais de distribuição

Faça o Planejamento dos canais. Aqui você defini as plataformas digitais onde vai propagar sua mensagem. Pode ser Blog, Facebook, E-mail, Instagram, Twitter, etc.

Essa escolha precisa ser estratégica.

Defina seus canais baseado em dois dados: comportamento de navegação do público-alvo e desempenho de conteúdo por plataforma. Esteja onde seu consumidor está e intensifique o investimento nos canais que vão gerar mais retorno e interatividade.

1. Comportamento de navegação

Pesquise sobre onde seus consumidores estão. Descubra quais são as mídias sociais que eles mais utilizam durante o dia. Alimentar uma presença em uma mídia errada, pode enfraquecer seu alcance não gerar seguidores o suficiente para seus canais de comunicação.

Conheça suas fontes de tráfego e descubra qual mídia tem feito seus consumidores migrarem para seu site, aplicativo ou rede social. A cada venda, pergunte ao cliente como, onde e quando encontrou sua empresa na internet. Use landing page, ou faça por telefone.

2. Desempenho de conteúdo por plataforma

Tenha um perfil os principais canais, produza conteúdo neles e verifique  onde o pico de engajamento é maior e mais crescente. Você pode verificar esses dados no Youtube Analytics, Facebook Insits, caso esteja nessas plataformas.

Blog

O blog é nada mais que uma página na internet destinada a publicação de conteúdos em série. Pode ser utilizado tanto por pessoas quanto por marcas. 57% das empresas dizem ter adquirido um cliente através de blog.

A ferramenta para mensurar os resultados de conteúdo em blogs é o Google Analytics. A ferramenta permite você descobrir o tempo que o leitor gastou em cada artigo e a taxa de rejeição relacionada a o conteúdo. Excelente para mensurar quais conteúdos geram mais tráfego e venda.

E-mail marketing

O e-mail é (talvez) o sistema de comunicação e troca de mensagens mais antigo da web. As empresas utilizam o e-mail pra enviar mensagens promocionais e educativas para seus clientes. 72% dos consumidores preferem esse tipo de comunicação, de acordo com a MarketingSherpa.

Caso se relacione com os clientes através de e-mail marketing, acompanhe as métricas relacionadas a esse canal. Conheça as taxas de abertura, cliques, erro de envio. O recebimento de mensagens, também serve para medir a interação de cada conteúdo.

Redes sociais

As redes sociais são plataformas digitais que promovem o relacionamento entre pessoas e o compartilhamento de imagens, textos e vídeos. As mais conhecidas são o Facebook, Instagram, Twitter Youtube. Quase 60% dos adultos online usam mais de uma rede social, segundo a Small Business Trends.

Se investir em redes sociais, observe à reação dos seguidores após suas publicações. Monitore o volume de comentários, compartilhamentos,  likes, reações negativas e mensagens no inbox.

Não produza conteúdo apenas para dizer que está na internet

O marketing de conteúdo cada vez mais se torna popular no mercado.

A literatura de marketing do mundo todo, inclusive no Brasil, tem disseminado essa estratégia, além dos portais e blogs especializados.

Vivemos numa indústria de informação e tecnologia. É comum que surjam novas plataformas e que elas virem moda no mercado de marketing. Para as marcas, pode ser tentador produzir conteúdo apenas para posar de atual e moderna.

Por estarmos um contexto fortemente tecnológico, não produza conteúdo para dizer que sua empresa está na internet. Não faça conteúdo somente porque os concorrentes estão fazendo. Produza para educar seus consumidores em relação aos benefícios de seus produtos e para aumentar a taxa de conversão.

Adote uma filosofia e não uma plataforma ou formato

Certa vez, João Appolinário (presidente e fundador da Polishop) disse:

Eu não acredito que alguém acorde com a vontade de usar uma centrifuga. As pessoas acordam com vontade de fazer um suco de laranja para tomar no café da manhã.

Na web, as pessoas reproduzem esse comportamento.

Ninguém  acorda com vontade de ler um artigo só porque foi publicado no blog. Mais determinante que o formato e o canal, é a promessa de que ali tem algo que ajude a solucionar um problema específico.

O objetivo do conteúdo deve ser o objetivo do usuário

Fica claro que não basta escrever um e-book, produzir uma série de vídeos, escrever posts para redes sociais. Sua produção deve transformar a vida das pessoas que consomem seu conteúdo.

Hoje, as pessoas desejam ser mais ricas, inteligentes, ter mais tempo para a família. Elas vão à internet em busca de informação que as ajude a alcançar esses objetivos de vida.

Você precisa identificar quais são as aspirações pessoais  do seu público-alvo e ajudá-lo a concretizar essas metas. Uma vez descobertas, vá a fundo na satisfação dessas necessidades e na geração de conteúdo relevante.

Fuja da miopia de conteúdo

O marketing de conteúdo está imergido em um universo expansivo: a web. Explore esse vasto mercado ao máximo. Encontre aquilo que melhor funcione para seu negócio; as vezes pode ser um canal ou um formato específico de conteúdo.

Mas evite contrair a miopia de conteúdo. Em produção de conteúdo, a miopia de marketing significa manter uma visão superficial, curta e limitante sobre o ato de produzir e disseminar conteúdo na internet. Se quiser evitá-la, combata os seguintes sintomas:

  1. Não enxergar possibilidades de audiência e interação além de uma rede social específica, como fazem com o Facebook, hoje;
  2. Falar sobre quanto seu produto é bom e nunca falar sobre o que seus consumidores querem aprender relacionado ao seus serviços;
  3. Achar que conteúdo relevante se resume em vídeo de alta resolução, design impecável, e nunca em mensagem;
  4. Não se importar com o tamanho, a estrutura e a objetividade dos conteúdos na internet.

O que você precisa para criar um conteúdo que atraia e converta?

O que é marketing de conteúdo? Vale lembrar que não é escrever artigos e produzir vídeos especificamente para internet.

Antes de tudo, é planejar seu conteúdo de forma estratégica, tática e operacional:

  1. Estratégico, porque passa por uma definição de objetivos e pesquisa de público-alvo;
  2. Tático, porque produzir conteúdo exige que se tenha profissionais assumindo tarefas de gerenciamento, como automação, postagem e gestão de canais;
  3. Operacional, porque precisa haver uma equipe ou um redator que desenvolva os artigos e os materiais educativos.

Para um empreendedor, que precisa lançar novos produtos, atender a clientes, implantar uma estratégia de conteúdo exige tempo, energia e um conhecimento, que nem sempre, ele possui.

Nessa hora, ter profissionais competentes à disposição, é fundamental. Uma parceria no trabalho com o conteúdo permite que o empreendedor, nesse caso você, toque seu negócio com eficiência e tenha uma estratégia de marketing funcionando.

Se você é essa pessoa, e se você leu este artigo longo e profundo até aqui, é hora de marcar uma conversa com um de nossos consultores. Para isso, basta clicar no botão abaixo!

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